As novidades nos causam medo. Faz parte do nosso instinto de conservação , só aceitamos aquilo que conhecemos , e com certeza se assim não fosse a espécie humana já teria se extinguido.
Por outro lado, esta aversão ao novo muitas vezes impede o avanço do conhecimento humano, tanto na área cientifica, filosófica ou religiosa.
Um novo pensamente passa invariavelmente por três fases distintas que são:
A negação, a ridicularizarão e por fim a aceitação como uma verdade absoluta.
Cite-se o exemplo de Galileu Galilei que por afirmar que era a terra que girava em torno do sol e não o contrario, teve que ir a Roma, onde era acusado como erege. Condenado teve que assinar um decreto no qual afirmava que a teoria heliocêntrica era apenas uma hipótese. Hoje alguém duvida que seja a terra que gira em torno do sol? Foi negada sua descoberta, ridicularizado como cientista e anos mais tarde aceita como uma verdade absoluta, hoje ela é até obvia.
Com o espiritismo não poderia ser diferente, passou também por essas três fases. Com Kardec foi à negação, no século XX foi a ridicularização, hoje já é aceita como uma verdade absoluta, não poderia ser de outra forma.
Muitos podem indagar que ainda existe um grande numero de pessoas que não acreditam no espiritismo. Concordamos mas também somos todos obrigados a concordar que ainda existe um grande numero de pessoas que não se convenceram que é a terra que gira em torno do sol.
Haverá sempre aqueles que nunca irão concordar com os princípios espíritas, tais como a reencarnação e a comunicação entre encarnados e desencarnados. Mas nem por isso o espiritismo deixará de existir e se proliferar pelo mundo todo. Pois é uma doutrina que prega o amor entre as pessoas, e o perdão para com seus semelhantes.
A Doutrina Espírita trouxe para o homem uma nova forma de ver as grandes verdades. Retirou o véu dos mistérios que envolviam os trabalhos anteriores realizados pelo divino Jesus e outros grandes homens. Esclareceu a origem do homem e as conseqüências que podem tirar de suas experiências terrenas, como Espíritos imortais que são. Não quer nada mais que endereçar a criatura ao encontro de si mesma, estimulando o auto conhecimento e a partir daí, o surgimento de um novo homem, que gradativamente se molda ao equilíbrio com o Criador, entrando definitivamente no entendimento das leis divinas que regem o Universo.
Joel Lorenzoni
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