"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação" Emmanuel




sábado, 25 de dezembro de 2010

É Natal


Mais um ano finda, e nos deparamos novamente às vésperas das festas de natal e ano novo. Como e normal em todo final de ano, nosso instinto de solidariedade esta a flor da pele. Doações, presentes, donativos, cestas básicas, adoções natalinas de crianças órfãs. Tudo nos arremete a solidariedade e a ao bem ao próximo, nos sentimos levados por este sentimento e socorremos mesmo que momentaneamente aos nossos irmãos necessitados. Sentimo-nos felizes, e mais felizes ainda por não fazermos parte desta multidão de famintos, doentes, acamados, carentes. Alegramo-nos por não possuirmos nenhuma doença grave, por não passarmos fome, por termos um lar confortável e uma família feliz.
Tudo e válido quando se trata de ajuda ao nosso irmão, tudo e bem vindo perante Deus, qualquer ajuda é bem vinda.
Mas Deus nos pede mais, ele nos pede a doação daquilo que mais necessitamos e que mais nos fará falta. Ele pede a doação de nos mesmos, em prol de nossos irmãos. Em todas as épocas do ano, não apenas no Natal, para que possamos ser chamados filhos de Deus.
Dar o que nos sobra não acrescenta em nada a nossa evolução, necessário se faz doarmos aquilo que também a nos fará falta. Esta ação é a prova suprema de nosso desprendimento.
Sejamos como a viúva do templo em Jerusalém que doando apenas duas moedas, perante Jesus foi considerada a que mais contribuiu, pois em suas próprias palavras nos disse:
Porque todos os outros doaram do que tinham na sua abundância; porém esta doou da sua mesma indulgência tudo o que tinha, e tudo o que lhe restava para seu sustento. (Marcos, XII: 41-44 – Lucas, XXI: 1-4).
Deus nos pede nossa entrega total, nossa dedicação e trabalho.
Ser filho de Deus é ter o próximo como irmão. Ainda não temos este entendimento, por isso ainda a tantas guerras e conflitos, mesmo dentro da nossa família ainda não entendemos este conceito.
A Sabedoria da Vida situou o Natal de Jesus alguns dias antes da chegada do ano novo, como que renovando as oportunidades do amor fraterno, diante dos nossos compromissos com o Tempo.
A estrela de Belém continua a brilhar em nossos corações, indicando o caminho do Cristo. Porque ainda temos tanto receio em segui-la?
Uma arvore de Natal muitas vezes nos chama mais a atenção.
Uma loja com luzes coloridas piscando, nos atraem muito mais, que o templo pouco iluminado de nossos corações.
Natural o tom festivo das nossas manifestações de confiança, entretanto, não podemos esquecer o trabalho renovador a que o Natal nos convida a cada ano, não obstante o pessimismo cristalizado de muitos companheiros, que desistiram temporariamente da tentativa de renovação.
Fiquemos com as palavras de Emmanuel que nos diz, “Se Jesus não nascer e crescer na manjedoura de nossas almas, em vão os anos novos se abrirão para nos.”