"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação" Emmanuel




sábado, 26 de março de 2011

Ser Espírita.





Todos temos nossas crenças. Ate o descrente acredita em algo.
Somos religiosos por vários motivos, os mais diversos, muitas vezes estes motivos são até mesmo contraditórios com o próprio significado do sentido de religiosidade. Matamos em nome da religião. Praticamos o mal acreditando na premissa de que tudo vale para agradar a Deus, ate mesmo eliminando aqueles que dele discordam. Acreditamos que em seu nome e pelo seu nome tudo nos é permitido. Assim foi desde a deturpação dos ensinamentos de Jesus Cristo nos primórdios do Cristianismo ate hoje nas diversas religiões e crenças.
Mas o fato de acreditarmos em Deus não nos torna pessoas melhores, acrescenta em nos isto sim mais compromissos e responsabilidades. Ter conhecimento de seus ensinamentos não nos aproxima dele.
Ser Espírita? Ser espírita é expressar estes ensinamentos em nossa vivencia diária, e procurar fazer com que estes conceitos modifiquem nossa maneira de ser, para melhor, nas atividades básicas de nosso cotidiano.
Os princípios espíritas, que são os mesmos princípios cristãos, devem produzir resultados práticos naqueles que o professam. O Espiritismo é um remédio, muitas vezes amargo que deverá primeiramente ser tomado por aquele que o possui.
Amargo, pois nos fala da verdade, e esta nem sempre é o que queremos ouvir, às vezes a ilusão nos é melhor absorvida, tal como o placebo que produz uma falsa sensação de cura e nos conforta.
Jesus já havia dito: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” É uma questão de lógica, pois também acrescentou: Eu sou o caminho, a verdade e a vida
E o que é a verdade? Todos temos a nossa verdade.
Mas existe uma verdade soberana, aquela que tem a capacidade de corrigir as nossas verdades, e unificar o nosso pensamento em Deus, esta é a função da verdadeira religião. Esta é a função da Doutrina Espírita.
Ser espírita? Deixemos que Kardec responda:
"O bom Espírita é aquele que, sejam quais forem seus antecedentes, reconhece suas imperfeições e é sincero e perseverante no propósito de se emendar. Que o verdadeiro Espírita não se limita em admirar a moral espírita, mas a pratica e a aceita em todas as suas conseqüências. Convencido de que a existência terrena é uma prova passageira, trata de aproveitar estes curtos instantes para avançar na via do progresso, esforçando-se por fazer o bem e reprimir suas más inclinações".
Não precisamos dizer mais nada.